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Das quatro economias possíveis

16 Julho 2009

1) “OPEN-SOURCE ECONOMICS” (BENKLER)

 

2) “A PRICE FOR EVERYTHING” (OSHO)

«For those who can’t understand anything unless they pay for it, for those poor people, we have to put price on everything».

 

3) “DÁ TANTO QUANTO RECEBES” (MAUSS)

«A dádiva não retribuída torna mais inferior aquele que a aceitou, sobretudo quando é recebida sem espírito de retorno. (…) O convite deve ser retribuído da mesma maneira que a “cortesia”.» – p. 175

«O excesso de generosidade e o comunismo ser-lhe-iam tão prejudiciais, a ele e à sociedade, como o egoísmo dos nossos contemporâneos e o individualismo das nossas leis.» – p. 180

«Dá tanto quanto recebes e tudo estará bem.» – p. 182

«Dar é manifestar superioridade, ser mais, estar mais alto, ser “magister”; aceitar sem retribuir ou sem retribuir mais, é subordinar-se, tornar-se cliente e servidor, tornar-se mesquinho, cair mais baixo (”minister)». – p. 187

- “Ensaio sobre a dádiva”.

 

4) “NÃO DAR MAIS, NÃO RECEBER MAIS” (DELEUZE)

«E é isso que era já horrível, o modo como Cristo amava. (…) Um ímpeto de dar sem nada receber. (…)

Ora é a mesma luz, o mesmo tom que existe naqueles que recebem sem dar.

No ímpeto de Cristo e na avidez cristã, na religião de amor e na religião de poder, há a mesma fatalidade. (…)

Perseguir a pequena luz má por toda a parte onde se encontre, naqueles que recebem sem dar, ou então, que dão sem receber (…).

Não amar mais, não dar mais, não receber mais. Salvar deste modo a parte individual de si próprio. Pois o amor não é a parte individual, não é a alma individual: é antes aquilo que faz da alma individual um Mim. Ora, um mim é qualquer coisa a dar ou a receber, que quer amar ou ser amada, é uma alegoria, uma imagem, um Sujeito, não é uma verdadeira relação. O mim não é uma relação, é um reflexo, é a pequena luz que faz um sujeito, a luz de triunfo num olho (…).

O que é individual é a relação, a alma, não o mim. O mim tende a identificar-se com o mundo, mas é já da morte (…). Deixar de se pensar como um mim, para se viver como um fluxo (…).

A alma como vida dos fluxos é querer-viver (…). A parte inalienável da alma é quando deixámos de ser um mim: é preciso conquistar esta parte eminentemente fluente, vibrante, lutadora. (…)

Mas, cada vez que uma relação física for traduzida em relações lógicas, o símbolo em imagens, o fluxo em segmentos, a troca decomposta em sujeitos e em objectos, uns pelos outros, deveremos dizer que o mundo está morto, e que a alma colectiva está, por sua vez, encerrada num mim, quer seja o do povo, quer seja o do déspota. (…)

Aquilo que se deve censurar ao dinheiro (…), exactamente como ao amor, não é o facto de ser um fluxo, mas o facto de ser uma falsa conexão que amoeda sujeitos e objectos quando o ouro se torna moeda… (…)»

- Deleuze, “Crítica e Clínica”, p. 70-73

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