Janela

Jano, Janeiro, janela, já.

Sou como os pinguins: a partir da Lua Nova de Janeiro, já só me cheira a Primavera, já só me cheira a janela. Jano chama.

E, como as aves, sinto três dedos destacados em cada pata, ou então é a forma automática que o meu corpo arranjou de fazer aqueles mudras esquisitos do Pantokrator. Isto se a dormência dos dedos inervados pelo ulnar não for sintoma de nada pior.

1 pensamento em “Janela

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