Literatura para iliteratos

  • «A escrita alfabética não é feita para os analfabetos mas pelos analfabetos; passa pelos analfabetos, esses operários inconscientes.» – Deleuze e Guattari, O Anti-Édipo, p. 216;
  • «Que prazer ter um livro para ler e não o fazer» – Fernando Pessoa«Que prazer ter um livro para ler e não o fazer» – Fernando Pessoa;
  • «Renuncia aos livros, não te deixes distrair» – Marco Aurélio, Pensamentos para Mim Próprio, p. 21;
  • «Precisamos de nos libertar da prisão da educação pública e da política» – Epicuro, Ditos do Vaticano, nº 58;
  • «Vede o que puseram em cima da minha mesa! (…) Sim, um livro! Mas na realidade, não é senão um objecto artificial, vazio e oco. É um volume em couro de imitação: couro que não é couro e um livro que não é um livro. Não é senão papel! Vede o interior. (…) Não tem nada lá dentro, absolutamente nada! (…) Tenho medo de tudo o que tem uma aparência artificial. (…) Não existe nada pior do que a aparência que perverte no seu contrário toda a acção» – Kafka a Janouch, p. 194;
  • «Só vivem as coisas que transportamos em nós. Tudo o resto é vaidade, nada mais que literatura, de que nada justifica a existência» – Kafka a Janouch, p. 70;
  • «Da vida, podemos tirar bastante facilmente muitos livros; mas dos livros, tiramos pouco, bem pouco da vida» – Kafka a Janouch, p. 41;
  • «O escrito não é mais do que as escórias do vivido» – Kafka a Janouch, p. 53;
  • «A leitura faz-vos virar a cabeça! (…) Tentamos encerrar a vida nos livros, como as aves canoras dentro das gaiolas. Mas não conseguimos. Pelo contrário! O homem, à custa das abstracções livrescas, não constrói mais do que um sistema em forma de gaiola, onde se tranca ele próprio. Os filósofos não são mais do que Papagenos de costumes vários, cada um no interior da sua gaiola» – Kafka a Janouch, p. 30;
  • «Então a imprensa portuguesa é que a imprensa portuguesa? Então é esta merda que temos que beber com os olhos?» – Álvaro de Campos, p. 224;
  • «Se não conseguirdes (…) sentir um desagrado físico diante de certas palavras e de certas frases da nossa gíria jornalística, abandonai de imediato as aspirações à cultura» – Nietzsche, O Futuro das Instituições de Ensino, p. 35;
  • «A desprezível mania de escrever livros» – idem;
  • «A horrível e perversa mania de escrever muito» – ibidem;
  • «Onde essa decadência se mostra numa medida maior e mais dolorosa é precisamente na literatura pedagógica» – ibidem;
  • «Todo o modo de tratar nas escolas os escritores antigos, todos os honrados comentários e as paráfrases dos nossos professores (…) não são mais que um salto no vazio» – ibidem;
  • «Toda a escrita é porcaria. (…) Todos aqueles que têm pontos de referência no espírito, quer dizer, num certo lado da cabeça, em pontos bem localizados do seu cérebro, todos aqueles que são senhores da sua língua, todos aqueles para quem existe altitudes na alma, e correntes no pensamento, aqueles que são os espíritos da época, e que nomearam essas correntes de pensamento – penso nas suas tarefas exactas e nesse ranger de autómato que espalha por todo o lado o seu espírito -, são porcos» – Antonin Artaud, O Pesa-Nervos.
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