Sobrepopulação

  • «Pulchrum est paucorum hominum». («O belo são poucos homens») – Nietzsche, O Anticristo, p. 113.
  • «É assim que, por ocasião da conferência das universidades do ano passado, se queixavam da sobrepopulação da Universidade, a qual prejudica o seu bom funcionamento. A realidade é inversa: foi o malogro da Universidade que tornou possível a sobrepopulação» – Heidegger, conferência de 30 de Novembro de 1933, citada em Farías, p. 149.
  • «A agricultura é agora uma indústria alimentar motorizada, em essência o mesmo que a produção de cadáveres nas câmaras de gás e campos de extermínio, o mesmo que embargos e a redução de países à fome, o mesmo que a fabricação de bombas de hidrogénio» –  Heidegger, conferência de Bremen (1949), citado em Philippe Lacoue-Labarthe, Heidegger – Art and Politics: The Fiction of the Political (Oxford: Blackwell, 1990), p. 34.
  •  «”The most common form of terrorism in the U.S.A. is that carried on by bulldozers and chain saws» – Edward Abbey.
  • «I understand and sympathize with the reasonable needs of a reasonable number of people on a finite continent. All life depends upon other life. But what is happening today, in North America, is not rational use but irrational massacre. Man the Pest, multiplied to the swarming stage, is attacking the remaining forests like a plague of locusts on a field of grain» – Edward Abbey, “The Crooked Wood” from The Journey Home (p. 208)
  • «Com tão pouco espaço para nos vestirmos, somos obrigados a entrar em conflitos. Está-se excitado no palco, cada um se julga o melhor actor, se por exemplo uma pessoa pisar outra, o que não se pode evitar, estala logo, não um conflito, mas uma guerra» – Kafka, Diários, p. 74.
  • «O cancro é uma doença causada pela reprodução ininterrupta de células específícas (dependendo do tipo de câncer). Estas células têm em seu núcleo uma molécula de DNA com defeito devido a genes herdados ou factores ambientais. Por serem defeituosas, elas não param de se dividir. Isso acontece por excesso de receptores do factor de crescimento ou porque estas células produzem o seu próprio factor de crescimento. (…) As células cancerosas não estão sujeitas às restrições em geral impostas pelo hospedeiro à proliferação celular.» – retirado de um artigo técnico-científico de medicina oncológica.
  •  «Growth for the sake of growth is the ideology of the cancer cell.» – Edward AbbeyThe Journey Home, 1977.
  • «O problema da população sob a forma: “seremos nós muito numerosos, não suficientemente numerosos?”, há muito tempo é colocado, há muito tempo que se dá a ele soluções legislativas diversas: impostos sobre os celibatários, isenção de imposto para as famílias numerosas, etc. Mas, no século XVIII, o que é interessante é, em primeiro lugar, uma generalização destes problemas: todos os aspectos do fenómeno população começam a ser levados em conta (epidemias, condições de habitat, de higiene, etc.) e a se integrar no interior de um problema central. Em segundo lugar, vê−se aplicar a este problema novos tipos de saber: aparecimento da demografia, observações sobre a repartição das epidemias, inquéritos sobre as amas de leite e as condições de aleitamento. Em terceiro lugar, o estabelecimento de aparelhos de poder que permitem não somente a observação, mas a intervenção direta e a manipulação de tudo isto. Eu diria que, neste momento, começa algo que se pode chamar de poder sobre a vida, enquanto antes só havia vagas incitações, descontínuas, para modificar uma situação que não se conhecia bem» – Foucault, entrevista sobre História da Sexualidade.
  • No período compreendido entre 1650 e 1850, a população do globo dobrou em “apenas” 200 anos, devido à Revolução Industrial. O aumento da produção de alimentos e a melhoria das condições de vida nas cidades fizeram com que a taxa de mortalidade declinasse, ampliando assim o crescimento natural. Em 1798, o pastor, economista e demógrafo Thomas Malthus foi o primeiro a desenvolver uma teoria populacional relacionando crescimento populacional com a fome. Ele afirmou que dadas as condições médias da terra agrícola, que os meios de subsistência, nas mais favoráveis circunstâncias, só poderiam aumentar, no máximo, em progressão aritimética: 1>2>3>4>5>6>7>8>9>10>11>12>13>… toneladas de alimentos. Enquanto que a população humana aumenta em progressão geométrica: 2>4>8>16>32>64>128>… milhões de pessoas a mais. A definição biológica de praga é quando uma população fica com alta taxa de natalidade e baixa taxa de mortalidade e o número de indivíduos cresce em progressão geométrica de forma anormal no ambiente: 2 > 4 > 8 > 16 > 32 > 64 > 128 > 256 > 512 > 1024 > 2048 > 4096 > 8192 > 16394 indivíduos na população. A superpopulação fica então sem controle até que surjam predadores que façam esse controle externo ou, se os predadores e parasitas (doenças) não aparecerem, o descontrole continua até que acabe o alimento ou a água potável disponível no ambiente, dando lugar a competição intraespecífica, controle populacional pelo mecanismo da fome. Quando isso acontece, fenómenos biológicos e outras consequências ambientais aparecem para conter a explosão dessas populações descontroladas, tais como: guerras, doenças, fome e miséria, poluição, alterações climáticas… A nossa população está em explosão demográfica desde a Revolução Industrial, segundo a progressão geométrica:

– 1 a 2 bilhões de pessoas entre 1850 a 1925 – em 75 anos;  

– 2 a 3 bilhões de pessoas entre 1925 a 1962 – em 37 anos;  

– 3 a 4 bilhões de pessoas entre 1962 a 1975 – em 13 anos;  

– 4 a 5 bilhões de pessoas entre 1975 a 1985 – em 10 anos;  

– 5 a 6 bilhões de pessoas entre 1985 a 1993 – em 8 anos;  

– 6 a 7 bilhões de pessoas entre 1993 a 1999 – em 6 anos…   

Adaptado de: Wikipedia

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