I’m kitsch (about dance)

Radha Burnier dancing in Jean Renoir’s “The River” (1951):

Padmini in a Tillana dedicated to Shiva, from “Shiv Bhakta” (1954):

Roshan Kumari’s dancing “khatak” in Satyajit Ray’s “Jalsaghar” (1958):

The competition sequence between two of the best dancers of Tamil movies: Padmini & Vyjayanthimala, from “Vanji Kottai Vaaliban” (1958):

From a Tamil film, “Konjum Salangai” (1962), this dance is performed by Kamala Lakshman (Kumari Kamala), a student of Vazhuvoor Ramaiyya Pillai, and mimicks devadasis dancing in temples. The song is in praise of Shiva at Chidambaram, Vishnu at Srirangam, Devi at Madurai, Murugan at Tiruchendur, and Andal at Srivilliputtur.

Kamala Lakshman (Kumari Kamala), as a court dancer, dances Bharatanatyam with her melam – from “Konjum Salangai”:

Kamala Lakshman (Kumari Kamala) dances in competition, demonstrating the five jaatis of tala in Karnatak music – also from “Konjum Salangai”:

Vyjayanthimala in dance competition, from “Amrapali” (1966):

Advertisements

Bollywood – 5, Hollywood – 0

AMAR AKBAR ANTHONY (1977), de Manmohan Desai. Com: Amitabh Bachchan, Vinod Khanna, Rishi Kapoor, Parveen Babi, Shabana Azmi et Neetu Singh. Música: Laxmikant-Pyarelal. Letras: Anand Bakshi.

PAKEEZAH (1972) de Kamal Amrohi. Com: Raj Kumar, Meena Kumari, Ashok Kumar. Música: Ghulam Mohammed, Naushad.

SHREE 420 (1955) de Raj Kapoor. Com: Raj Kapoor, Nargis. Música: Jaikishan Dayabhai Pankal, Shankarsinh Raghuwanshi.

AAN (1952) de Mehboob Khan. Com Dilip Kumar, Nadira, Nimmi. Música: Naushad.

AWAARA (1951) de Raj Kapoor. Com: Raj Kapoor, Nargis. Música: Jaikishan Dayabhai Pankal, Shankarsinh Raghuwanshi.

Antes sonso do que insosso (‘fait-divers’)

«As revistas pornográficas de Franz Kafka saíram do armário onde ele as fechava

“Excavating Kafka”, a nova biografia, é o elefante na loja de porcelanas dos estudos kafkianos

Imaginávamos Kafka fechado em casa, sim (como Gregor Samsa, o rapaz-insecto de A Metamorfose), mas não imaginávamos que, se pudéssemos espreitar pela fechadura, íamos apanhá-lo de calças na mão, a devorar as revistas pornográficas que assinava a meias com o amigo Max Brod (há uma carta em que lhe pergunta: “A Amethyst nunca mais chega? Já tenho o dinheiro”) e que guardava num cofre secreto da estante de casa dos pais. James Hawes, um romancista britânico que passou anos a estudar os diários de Franz Kafka, espreitou pelo buraco da fechadura e agora conta o que viu em Excavating Kafka, uma nova biografia do autor checo que está a pôr a intelligentsia dos estudos kafkianos à beira de um ataque de nervos.

Excavating Kafka chegou às livrarias na quinta-feira com esta missão: demonstrar que todo o edifício dos estudos kafkianos (uma espécie de polvo: tirando Shakespeare, sublinha James Hawes, “não há nenhum escritor que tenha dado tantas teses de doutoramento, tantas biografias, tantos álbuns de capa dura”) foi construído em cima das premissas erradas. O homem que encontramos em Excavating Kafka não é o zombie urbano-depressivo neurótico e acossado do costume: é um rapaz do tempo dele, com um belo salário de funcionário público, um pai normal e, cereja em cima do bolo, uma colecção de revistas pornográficas que os académicos, acusa James Hawes, passaram este tempo todo a fingir que não existia.

“Toda a indústria que se alimenta de Kafka prefere que não se saibam coisas deste género sobre o seu ídolo. Talvez os biógrafos não gostem da ideia de Kafka ter recorrido a este tipo de materiais no início da carreira. Todos os postais que ele mandou, todas as páginas de diário que ele escreveu, todos os relatórios que ele preencheu são vistos como uma espécie de Arca de Noé. Mas nunca ninguém quis saber da pornografia. Há uma conspiração para censurar este assunto”, diz o autor de Excavating Kafka que (o diabo está nos detalhes) também é professor de escrita criativa e autor de romances humorísticos. Também ninguém quer saber da pornografia agora: o meio académico (e sobretudo o meio académico alemão, tradicionalmente mais empenhado na descodificação da obra de Kafka) olha para a nova biografia, olha para o autor da nova biografia e responde, encolhendo os ombros: escrita criativa.

Embora os achados de Hawes não estejam a ser levados a sério – nas “revistas pornográficas” que Kafka coleccionava, a Amethyst e a Opale, havia desenhos de uma mulher com corpo de ouriço-cacheiro a fazer sexo oral e de um golem [uma figura do folclore judaico] a apalpar o peito de uma rapariga, mas também havia poemas de Paul Verlaine e trabalhos do artista belga Félicien Rops, coisas suficientemente iconoclastas mas talvez não ao ponto de poderem ser consideradas hard-core – o debate está instalado nos jornais alemães.

“Hawes deixou-nos espreitar pelo buraco da fechadura e viu Kafka com as calças na mão. Mas chamar pornografia hard-core às revistas ilustradas que ele assinava é como comparar um poema de Heinrich Heine a um slogan publicitário da McDonald’s”, escreveu a investigadora americana em estudos kafkianos Anjana Shrivastana no Der Spiegel. “James Hawes é um idiota que não sabe nada acerca de Kafka mas escreve sobre ele como se soubesse”, comentou Klaus Wagenbach, o biógrafo “oficial” de Kafka (foi um livro dele, publicado em 1958, o primeiro a divulgar a carta em que Kafka perguntava a Max Brod pelas revistas), ao Frankfurter Allgemeine.

O teor das imagens que Hawes encontrou na British Library, em Londres, e na Bodleian, em Oxford, é o tema mais fracturante do debate (Rainer Stach, outro biógrafo de Kafka, já veio frisar que as tais “imagens pornográficas” são “caricaturas, desenhos humorísticos” e que o barulho à volta do lançamento de Excavating Kafka é “uma inacreditável campanha de marketing”), mas há outros capítulos em que a nova biografia não coincide com o retrato oficial do artista quando jovem. Hawes contradiz as teses de que Kafka era oprimido pelo pai (“Deixou-o estudar o que queria, entrar e sair da casa quando queria e viver sem pagar aluguer durante anos, quando para todos os efeitos Kafka ganhava bem”) e de que vivia obcecado pela sua condição judaica (“Kafka estava perfeitamente integrado na cultura alemã”). Não, ele não passava a vida fechado em casa: frequentava os bordéis e os clubes nocturnos, como qualquer rapaz com dinheiro da idade dele. Ignorar isto, argumenta Hawes, é ignorar Kafka: “É preciso deixar de olhar para o mito e olhar para o que Kafka realmente escreveu”.

Quando a poeira assentar em cima da nova biografia de Kafka, talvez possamos olhar para o que Kafka realmente escreveu e encontrar coisas que até aqui não estavam lá. “Existe o mito de que Kafka era uma espécie de santo. É saudável reunir provas de que ele era um ser humano”, disse ao The Times Ritchie Robertson, autor de Kafka: A Very Short Introduction. Vale a pena abrir o armário e tirar de lá a pornografia? Pode ter a sua utilidade, acrescenta: “Kafka tinha uma imaginação visual fortíssima e a importância que as artes visuais tinham para ele ainda não foi suficientemente explorada”.»

in Público, 17.08.2008, por Inês Nadais

Some of my favourite filmmakers

And all of them have an enemy in common…

 

Abbas Kiarostami

«The difference between chess and blackgammon»:
http://www.youtube.com/watch?v=vM4awAZUy44

 

Harmony Korine

«Random»: http://www.youtube.com/watch?v=gVNCSiZLurQ

 

Hayao Miyazaki

«I don’t like Anime»: http://www.youtube.com/watch?v=lmhxQszjGE8

 

Jan Svankmajer (Have a nice meal, sex and football show!)

Breakfast: http://www.youtube.com/watch?v=S7xh4NnFKXo

Lunch: http://www.youtube.com/watch?v=LvkJy4mM05g

Dinner: http://www.youtube.com/watch?v=gCkPIp_dbiY

Meat Love: http://www.youtube.com/watch?v=UQkWrZw05P4

Picnic with Weismann: http://www.youtube.com/watch?v=YKALYKlMbus

Dimensions of Dialogue (excerpt):
http://www.youtube.com/watch?v=LhX1tvTgqC8

Virile Games: http://www.youtube.com/watch?v=QcDjM3_6nXk

 

Lars Von Trier (He sings! He dances! He provokes ladies!)

http://www.youtube.com/watch?v=GEwDcYf8lyo

http://www.youtube.com/watch?v=e5tABtgHFNM

http://www.youtube.com/watch?v=uEUzuN7xfVM

 

Paul Thomas Anderson

«It’s like watching a sci-fi movie… The guys are not appealing in porno today. They’re fuckin’ robots»:
http://www.youtube.com/watch?v=kPrMhLycYSQ

 

Peter Greenaway

«Cinema is dead as long as it is cinema»:
http://www.youtube.com/watch?v=-t-9qxqdVm4