Anais da cultura

Para amigos com aspirações culturais,
mais um perverso refogado

 

Diante de um texto confrangedor de natureza pessoal fostes incapazes de dizer: “Pobre rapariga, auto-mutila-se ao escrever tais coisas, disseca-se em palavras com a faca que aponta à sua própria pessoa”. Sinal evidente de que pouco vos importa a rapariga, contanto que vos sirva efeitos numa bandeja. Não vedes como é doentio e asqueroso? Sois realmente meus amigos? Ou sádicos? E eu faço de masoquista? Não julgarei à primeira vista, como é mister em sociedade. Acredito que ainda exista em vocês um fundo humano.

É precisamente o facto de se ter generalizado o hábito de nos psico-analisarmos e expulsarmos os nossos demónios que este mundo se está a tornar um inferno. Pior: a ficção de um inferno total que afasta qualquer outra possibilidade. «Quando te colocas à minha frente e me observas, que sabes tu do pesar que há em mim e que sei eu do teu? E se eu me mostrasse desanimado perante ti e te dissesse, ficarias a saber mais de mim do que sabes do Inferno quando alguém te diz que ele é quente e horrível? Por essa razão somente, nós, seres humanos, devemos, uns perante os outros, estar tão reverentemente, tão reflectidamente, tão ternamente, quanto estaríamos ante a entrada para o Inferno». (Kafka, carta escrita aos 20 anos).

«O homem, no Ocidente tornou-se um animal confidente» (Foucault, “Histoire de la sexualité, I: La volonté de savoir”, p. 80). Há todo um mecanismo de sujeição da subjectividade que vai da confissão cristã à prática psicanalítica, passando pelo método interpretativo próprio das ciências analíticas: «a confissão da verdade inscreveu-se no cerne dos procedimentos de individualização pelo poder» (idem, p. 78-79). A tais ciências, Foucault chamou de «tecnologia confessional». Para que essa tecnologia funcione, é necessário que o sujeito fale, e fale muito – quanto mais ele fala, mais a ciência sabe. A partir do que é falado, o clínico produz um discurso com estatuto de verdade – a confissão torna-se um procedimento para a produção do conhecimento científico (a partir do séc. XIX) e para a produção do sujeito moderno: “Afinal, somos julgados, condenados, classificados, obrigados a desempenhar tarefas e destinados a um certo modo de viver ou morrer em função dos discursos verdadeiros que trazem consigo efeitos específicos de poder” (“Microfísica do Poder”, p. 180).

Todos os textos, sem excepção, são uma porcaria. A porcaria de uma ficção com pretensões de verdade (ciência) e de objectividade (jornalismo). Sem dúvida, há necessidade de ler e escrever o suficiente para ter consciência da merda que cultivamos e continuamos a cultivar. «Toda a escrita é porcaria. (…) Todos aqueles que têm pontos de referência no espírito, quer dizer, num certo lado da cabeça, em pontos bem localizados do seu cérebro, todos aqueles que são senhores da sua língua, todos aqueles para quem existe altitudes na alma, e correntes no pensamento, aqueles que são os espíritos da época, e que nomearam essas correntes de pensamento – penso nas suas tarefas exactas e nesse ranger de autómato que espalha por todo o lado o seu espírito -, são porcos» (Antonin Artaud, “O Pesa-Nervos”).

A carnificina enfeitiça os leitores. São como as entranhas de um animal esventrado cujo cheiro intenso atrai os abutres “voyeurs”. O sofrimento e as paixões seduzem-vos. Sois chacais que farejam os traços olfactivos de sangue que se evolam no ar. Só os mortos vos interessam, não os vivos. Os sacerdotes de Anúbis que velam as múmias: textos presos em mortalhas de papel ou écrans sem vida. «Eles prendem os seres vivos capazes de se transformar, e fazem matrículas de arquivos, mortos e incapazes da menor transformação» (Kafka a Janouch, p. 22).

Reino da morte = Literatura. «Só vivem as coisas que transportamos em nós. Tudo o resto é vaidade, nada mais que literatura, de que nada justifica a existência» (Kafka a Janouch, p. 70).

Pouco importam as inúmeras vidas que se estejam a trucidar para produzir esses artigos hediondos que são os objectos do mercado cultural: «Vede o que puseram em cima da minha mesa! (…) Sim, um livro! Mas, na realidade, não é senão um objecto artificial, vazio e oco. (…) Não é senão papel! Vede o interior. (…) Não tem nada lá dentro, absolutamente nada!» (Kafka a Janouch, p. 194).

A pedagogia actual lambe o cu, perdão, homenageia «a desprezível mania de escrever livros», «a horrível e perversa mania de escrever muito» (Nietzsche, “O Futuro das Instituições de Ensino”, p. 35). Pedagogia de Estado, ao serviço do Estado: «A exploração quase sistemática (…) pelo Estado, que pretende formar, o mais cedo possível, empregados úteis, e assegurar-se da sua docilidade incondicional, por meio de provas muito duras» (idem, p. 33-34).

Literatos, jornalistas, críticos, biógrafos, autores, leitores, pedagogos, estudiosos, eruditos, académicos, contabilistas, linguistas são uma cambada de perversos, assassinos, e, segundo referência bibliográfica supracitada, «porcos».

Não falamos de um caso em particular. Referimo-nos antes às incontáveis violentações que são perpetradas e perpetuadas por esse mundo fora em nome de leis escritas, teorias, dogmas, cânones, Livros, doutrinas, ciências, registos históricos, cargas de conhecimento. Quantas mortes em nome do Logos? Tantas quanto os BLog(os) que se encontram na Net…

Diz-se que prostituir-se (do lat. “prostituere”, pôr à mostra, vender) teria sido o primeiro trabalho do mundo. Todos aqueles que foram educados para se mostrar e incitar a mostrar, para se vender, para se medir com os olhos a si e aos outros, para julgar e condenar ao primeiro olhar, para amar à primeira vista, idolatram ainda o Olho de Deus, o Juízo Divino, a Gramática Divina, em suma, as Putas de Deus. Artaud: «acabar com o Juízo de Deus». Nietzsche: «Receio que não nos conseguiremos livrar de Deus enquanto ainda acreditarmos na gramática» (“Crepúsculo dos Deuses”, cap. 2).

Mostrar, infinitamente mostrar, foi o que, desde sempre, as religiões, pertinentemente chamadas de confissões religiosas, nos exortaram a fazer (não eram as primeiras sacerdotisas prostitutas sagradas?): confessa, abre o teu coração, cospe, vomita, sangra. Relançar a falta, o pecado, a dívida para justificar a instituição da pena, da sanção, da sentença. Função, hoje em dia, expandida por jornalistas e cientistas: nós, os que mostramos tudo o que acontece no mundo, e também no interior dos corpos humanos e dos átomos e das estrelas e do universo… Prostituição universal. Fome de sangue e de um número significativo de mortos para dar notícia. Ou então, o bisturi em riste, a Super-Lente que julga o infinitamente grande e o infinitamente pequeno, os aceleradores, as armas de destruição maciça, a nano-tecnologia, os bebés-proveta, os transgénicos, a clonagem, a inteligência artificial concertadas no mesmo propósito científico de tudo dissecar, discernir, esmiuçar, analisar. Morte, sofrimento, mulheres e crianças violentadas, massacre de cobaias em laboratório ou em trabalho de campo. Começa-se por cultuar letras e acaba-se a empalar corpos. Pobres corpos às mãos dos pedantismos dos egos.

O aparelho confessional para funcionar em larga escala, à escala global, necessita de implementar condições de sistema fechado para tirar as suas medições, controlar as suas experiências, alicerçar as suas análises. Necessita de fazer uma emboscada às suas vítimas: não tens outra alternativa, tens de confessar… já estás a confessar, lemo-lo no teu rosto…

Como Foucault analisou, a prisão é elevada a modelo universal para escolas, fábricas, prisões, escritórios, apartamentos, cidades, redes transnacionais (Sistema de Informação Schengen), Internet, Global Positioning System («um mecanismo de controle que dê, a cada instante, a posição de um elemento em espaço aberto, animal numa reserva, homem numa empresa»), com os seus torniquetes, câmaras de vigilância, controlos de fronteiras, pulseiras electrónicas, cartões magnéticos, palavras-passe… O mundo como hiper-campo de concentração. «”Controlo” é o nome que Burroughs propõe para designar o novo monstro, e que Foucault reconhece como o nosso futuro próximo.» (Deleuze, “Post-Scriptum sobre as Sociedades de Controlo”).

Corpos que se tornam montras e mercadorias: “eu mostro o monstro”. Eu, mesmo quando estou de férias ou em tempo livre, vou produzir conteúdos susceptíveis de serem trocados, comercializados: «a monstruosidade integral [dos que] não podem senão afirmar-se, moralmente, através da linguagem lógica e, materialmente, através do numerário» (Klossowski, ”A Moeda Viva”, p.67-68). Reversão do estado impulsional em actividades úteis à sociedade (idem, p.54), depois que a exploração industrial estandardizou o simulacro da troca (criado, primeiramente, pelo sistema monetário e pelas funções neutralizantes do dinheiro e, depois, pelas condições da sociedade industrial) a um tal ponto que todo o tempo livre ganho serve apenas para outras produções de trabalho, ao invés da criação de fontes vivas de sensação (idem, p. 75 e sg.).

Perder tempo com arte, filosofia e ciência é ocupação de retardados.

«Se há qualquer coisa de verdadeiramente maldito nestes tempos, é retardar-se artisticamente com formas em lugar de ser como os supliciados a arder que fazem sinais sobre as suas fogueiras» (Artaud, “Le Théâtre et son Double”).

Vós que vos encerrais pela vossa própria mão em ideologias e teorias, constantemente sujeitos por sujeição e subjectividade.

«A leitura faz-vos virar a cabeça! (…) Tentamos encerrar a vida nos livros, como as aves canoras dentro das gaiolas. Mas não conseguimos. Pelo contrário! O homem, à custa das abstracções livrescas, não constrói mais do que um sistema em forma de gaiola, onde se tranca ele próprio. Os filósofos não são mais do que Papagenos de costumes vários, cada um no interior da sua gaiola» (Kafka a Janouch, p. 30).

Enquanto lermos e escrevermos signos sobre uma matéria objectiva imóvel (livros, écrans, telas, pedras…), não passamos de escravos por conta de outrem, ao serviço do imperialismo de Estado fundado no Logos.

«O modelo trabalho, que define a ferramenta, pertence ao aparelho de Estado. (…) O homem das sociedades primitivas não trabalhava propriamente [os índios sul-americanos preferiam a morte a trabalharem por conta de outrem, isto é, como escravos dos colonizadores, Portugueses e Espanhóis]. (…) Para que haja trabalho, é preciso uma captura da actividade pelo aparelho de Estado, uma semiotização da actividade pela escrita. Donde a afinidade signos-ferramentas, signos de escrita-organização de trabalho.» (“Mille Plateaux”, plateau 12).

Semiotizar a actividade pela escrita é já a maneira do Estado conservar a espécie que o serve, essa espécie de escravos: «pseudo-intelectual que acumula palavras sobre palavras para denegrir um mundo cujo sentido não compreende»; «Ter um domicílio, uma família, uma propriedade ou uma função pública, meios de existência definidos, eis outras tantas coisas que parecem necessárias, indispensáveis quase, à imensa maioria dos homens, incluindo até mesmo os intelectuais que se crêem mais emancipados. Todavia, todas essas coisas são apenas formas variadas da escravidão (…)» (Isabelle Eberhardt).

Vós que ficais especados em frente ao écran da televisão, do computador ou da sala de cinema, ao quadro da exposição, ao rectângulo da página de papel, sois pessoas ‘quadradas’ que o Estado sedentário organiza em compartimentos razoáveis.

«O Estado moderno vai definir-se como “a organização racional e razoável de uma comunidade”. (…) É uma curiosa troca que se produz entre o Estado e a razão, mas essa troca é igualmente uma proposição analítica, visto que a razão realizada se confunde com o Estado de facto é o devir da razão. Na filosofia dita moderna e no Estado dito moderno ou racional, tudo gira em torno do legislador e do sujeito. (…) Obedece sempre, pois quanto mais obedeceres, mais serás senhor, visto que só obedecerás à razão pura, isto é, a ti mesmo… Desde que a filosofia se atribuiu o papel de fundamento, não parou de bendizer os poderes estabelecidos, e decalcar a sua doutrina das faculdades dos órgãos de poder do Estado. O senso comum, a unidade de todas as faculdades como centro do Cogito, é o consenso de Estado levado ao absoluto. Essa foi notadamente a grande operação da “crítica” kantiana, retomada e desenvolvida pelo hegelianismo. (…) Não deve surpreender que o filósofo se tenha tornado professor público ou funcionário de Estado. (…) O poeta pôde exercer, em relação ao Estado imperial arcaico, a função de domesticador de imagem» (“Mille Plateaux”, plateau 12).

Justa expressão coloquial dedicada aos funcionários de Estado (sobretudo, os que usam o título de filósofos): “ALL OF YOU, GO FUCK YOUR KANT!”. A menos que prefiram ser enrabados.

“… Conceber a história da filosofia como uma espécie de enrabanço [“enculage”] ou, o que vai dar no mesmo, de imaculada concepção. Eu imagino-me a chegar pelas costas de um autor, e a fazer-lhe um filho, que será o seu e que será portanto monstruoso.” – Deleuze a propósito de Kant, “Carta a um crítico severo”.

“Cultura” e “culinária” são derivados de “cul” (do francês “cul”, cu, fundo; do latim “culus”, ânus, traseiro). Penso também na correspondente medida temporal, o “ano”, cujo registo histórico era habitualmente depositado nos “anais”. Por conseguinte, o título deste texto é um pleonasmo: em tratando-se de cultura, é óbvio que se montam anais. Anuidade e analidade provêm da mesma raiz etimológica. A cultura in-cul-ca realmente essa perspectiva: de ver as coisas a partir do ânus. O que são as afecções pessoais senão os ânus/anos das estrelas?

“É a cultura, estúpido!”, mas no sentido nietzscheano de que «nenhum homem teria inclinação para a cultura se soubesse quão incrivelmente pequeno é» (“O Futuro das Instituições de Ensino”, p. 35).

Clarividente frase de Foucault: «um dia, o século será deleuziano». Um dia, o século. A medida menor e a medida maior. Está omissa a medida temporal intermédia: o ano. Nada de ânus. Foucault recupera a homossexualidade do fundo do seu ânus, eclipsando-o. O século só será (quem diz deleuziano, diz qualquer outra coisa) quando um dia assistir ao eclipse do seu ânus. Tal significa anu-lá-lo, mas não encerrá-lo ou impedir que deslize. A homossexualidade nunca mais será a mesma. Nunca mais se reduzirá a esses tipos que dão o cu à cultura ou a fazem cul-minar no “cul” (mesmo quando se declaram heterossexuais: há uma maneira especificamente heterossexual de ser enrabado pela cultura, como Kant é enrabado por Deleuze). Os cultos só se servem do buraco do cu em nome da cul-pabilidade, da cul-pabilização, do cul-to divino, do cál-cul-o, da agri-cul-tura. São fascistas: «A agricultura é actualmente uma indústria de consumo motorizada, essencialmente o mesmo que a produção de cadáveres em câmaras de gás e os campos de extermínio, o mesmo que embargos e redução de países à fome, o mesmo que a fabricação de bombas de hidrogénio».

Quanto a Freud nem seria preciso enrabá-lo, ele não percebe nada de cus: «Freud não conhecia nada sobre lobos nem tampouco sobre ânus» (“Mille Plateaux”, plateau 2). Freud, como a maioria dos psicanalistas, quanto muito, recorre à fase anal para aprender a dançar “cu-duro”. Apesar de tudo, sempre é mais interessante quem possua o cu flexível.

Eclipsar o ânus é compor uma nova física, segundo a qual «um buraco não é mais negativo», «buracos não são ausências de partículas, mas partículas que andam mais rápido do que a luz». Os buracos não se vêem, antes voam, percorrem velocidades: «ânus voadores, vaginas rápidas» (idem). “SO, ALL OF YOU, ACCELERATE YOUR CUNT! (ONCE YOU FUCKED KANT)”.

Já não se trata do «filosófo celerado» de Klossowski, mas antes de um “a-celerado” como o de Spinoza («não se pode partir de Deus, da ideia de Deus, mas é preciso chegar a ela O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL»).

E agora indago: estou só, estou rigorosamente só, ou possuo companhia nisto que digo?

2 thoughts on “Anais da cultura

  1. Bom, sozinha, seguramente não estás. Há muitos autores que evocas e que te acompanham :)
    Não querendo entrar em polémicas, que apesar de tudo são sempre excelentes estratégias de trocar ideias, direi que me parece haver aqui uma velha luta Sociologia vs Psicologia(será?). Eu não gosto de ir por aí porque procuro não ver só preto ou só branco.
    Parece-me que a ideia que desenvolves a partir da confissão me parece interessante e é há muito discutida. Na verdade, os psicólogos vieram substituir de forma cientifica (poucos!) aquilo que os padres fazem há éne tempo de forma aligeirada. Mas, sem procurar correlacionar outros factores, a verdade é que falar dos nossos problemas, das nossas angústias parece ter, per si, um efeito de catarse, não só porque quando falamos de…os processos de metalinguagem ajudam-nos a organizar o nosso pensamento e a mediar os nossos comportamentos. Por isso é que falamos muitas vezes em voz alta quando queremos memorizar ou organizar ideias (eu faço-o). A linguagem tem essa enorme função. Simultaneamente, falar das nossas angústias ajuda exactamente a “expulsar os nossos demónios” – é frequente ouvirmos algumas pessoas (e mesmo algumas que o não são) dizer a um(a) amigo(a) a quem acabaram de confessar-se : “Olha, até me sinto melhor por ter partilhado contigo”. Por que não poderemos falar em “partilhar com” em vez de “confessar”? A expressão “confissão” (que eu detesto porque detesto padres) pressupõe a crença, a fé, a convicção que contando aquilo será salva, resolverá o problema. Na verdade, é preciso acreditar que quem está do outro lado tem competências para ajudar a resolver o problema – seja amigo, padre, psic., a Nossa Senhora ou o cão lá de casa.

    Enfim, não me apetece escrever mais :) porque acho que já o fiz demais e nem sei se o que disse é relevante :)
    Refiro apenas que gostei de ler o post porque há turbulência, há ideias e há emoções.

  2. Turbulência… Há a turba e há o Turbo. Este post articula ambos: a turba e o Turbo, a turba devém Turbo.

    Este post não se filia na Sociologia, Psicologia, Antropologia ou Filosofia – enfim, as ciências sociais e humanas. Não sou humanista nem antropocêntrica. Nem é uma questão de partilha, mas de polémica, Polemos (“combate”), não contra o outro, mas contra mim.

    É ‘verdade’ que a linguagem serve para cumprir a função de «partilhar» (e espartilhar), organizar, memorizar… aí estamos sempre ao nível do Turvo.

    O Turbo é o início de um processo insuspeito e extra-ordinário que vai tornar tudo mais claro, e que implica antes síntese (ou partes compostas ao infinito), desorganização, esquecimento…

    Trata-se de meter o Turbo para não perder o comboio ;-)

    P.S.: Ainda bem que houve alguém que se não sentiu intimidado por demasiadas citações (que poderiam sempre ter “inchado” rodapés se a plataforma previsse essa funcionalidade).

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