Beleza

«A beleza, Monsieur, não é tanto uma qualidade do objecto considerado quanto um efeito produzido naquele que a considera. Se os nossos olhos fossem mais fortes ou mais fracos, se a compleição do nosso corpo fosse outra, as coisas que nos parecem belas nos pareceriam feias e aquelas que nos parecem feias tornar-se-iam belas. A mais bela mão vista ao microscópio parecerá horrível. Certos objectos que, vistos de longe, são belos, são feios quando os vemos de perto, de maneira que as coisas consideradas nelas mesmas ou na sua relação com Deus não são nem belas nem feias».

– Spinoza, Lettre LIV a Monsieur Hugo Boxel, Septembre 1674, p. 291.

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