Indiferente a acordos ortográficos

Herder, “Ensaio sobre a Origem da Linguagem”, 1772:

«Quanto mais viva estiver uma língua, quanto menos se tiver pensado em aprisioná-la num alfabeto, quanto mais perto estiver da sua origem, ou seja, do som natural pleno e indiferenciado, menos susceptível será de ser reduzida a escrito, muito menos com cerca de vinte letras; as mais das vezes, aliás, será mesmo impossível aos estranhos pronunciá-la». – P31

«Para nós são as vogais que constituem o que há de primordial, de mais vivo, o eixo da língua. Por que razão não as escreviam os Hebreus? Porque era impossível escrevê-las. (….) Haverá alguma coisa de menos susceptível de ser escrito que as sonoridades naturais inarticuladas? (…) A linguagem resultou, não de letras da gramática de Deus [cf. Nietzsche sobre Deus e a gramática], mas sim das sonoridades selvagens de órgãos livres». – P33-34

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