‘Stupidity is never of the other, is mine… Stupidity is thinking’

Derrida’s reading of Deleuze’s “Difference and Repetition” argues that Man’s capacity for stupidity, or bêtise (which signifies stupidity, bestiality, and dumbness) is what separates him from the animals. It is stupidity, bestiality, that makes us different from animals: bêtise implies not an error, not a bad judgement, but rather an inability to judge”. Deleuze writes “bêtise is human and not bestial, not animal”, in a similar fashion to Lacan’s argument that bestiality relates only to humans, since, paradoxically, it cannot be applied to animals. Derrida claims that Deleuze here does not break free from “the hegemonic tradition from Descartes to Levinas, including Lacan and Heidegger”. Derrida suggests that the idea of the unconscious, which Deleuze cannot disqualify, dissolves the boundaries between the animal and human that Deleuze had attempted to erect with “stupidity”.

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10 thoughts on “‘Stupidity is never of the other, is mine… Stupidity is thinking’

  1. preciso de ler um juízo para que este post me pareça teu, senão fico igual ao que estava antes!

  2. Não percebi a observação… mas é capaz de ser da quantidade de licores que acabei de experimentar numa mesa natalícia (e ainda só são 10h30 da manhã) :-) Try again.

  3. sim, de facto a frase não faz muito sentido. o que eu queria dizer era que precisava de saber qual era a tua opinião sobre este comentário do derrida!

  4. Escrevi, depois apaguei, tornei a escrever e a apagar.

    Vou limitar-me a confrontar duas citações vindas de “margens da filosofia” diferentes e cada um pense o que quiser.

    «A questão ‘prévia’ e ‘decisiva’ seria a de saber se os animais ‘podem sofrer’. “Can they suffer?” (…) perguntava Bentham. (…) A questão não diz respeito mais apenas ao ‘logos’, à disposição ou não do ‘logos’, e de toda a sua configuração, nem mesmo, mais radicalmente, a uma “dynamis” ou uma “exis”, este ter ou esta maneira de ser, esta modalidade que se chama uma faculdade ou um “poder”, este poder-ter ou este poder que se tem (como no poder de raciocinar, de falar, com tudo o que se segue). A questão se preocupa com uma certa ‘passividade’. (…) “Eles podem sofrer?” consiste em se perguntar: “Eles podem ‘não’ poder?” (…) Qual é este não-poder no âmago do poder?»

    – Derrida, “L’animal que donc je suis”, p54-55.

    «Todos os animais são kantianos. (…) O esquema de um animal é o seu dinamismo espácio-temporal».

    – Deleuze:
    http://www.webdeleuze.com/php/texte.php?cle=61&groupe=Kant&langue=3

  5. Olá :)

    Estou há quase um mês para te “responder”. Outro mês se iria passar se mantivesse a intenção de ser estruturado e “exaustivo”.

    Como isso poderá demorar tempo demais (se alguma vez vir a acontecer), achei que devia partilhar as minhas leituras em redor do tema, para te apoiar também nas tuas “investigações” :-)
    Deixo por isso apenas apontamentos das linhas problemáticas que me parecem centrais (e q d alguma forma não reflectes no teu resumo).
    Temos de nos encontrar para que possa tirar fotocópias da conferência (assim como de outros textos lá incluídos que me parecem preciosos ;)

    Comecemos então de forma telegráfica (e de memória, pelo que peço desculpa por lapsos ;)
    1) Derrida lê 2 textos de Deleuze (e não 1 ;). Eles são momentos CRITICOS da obra de Deleuze (e não “periféricos”. Se a critica de Derrida for acertada, então todo o projecto de Deleuze está posto em questão. Se encontrarmos uma resposta, é o projecto de Derrida que está em cheque…
    a) O primeiro alvo é o coração de “Diferença e repetição”, capitulo “A imagem do pensamento” (sabes a sua centralidade ;).
    Situando, depois de no primeiro capitulo tratar a Diferença em Si mesmo e no segundo a Repetição para Si, Deleuze apresenta a “Imagem do pensamento”, onde, em 8 postulados procurará apresentar como alternativa à “Imagem dogmática do pensamento” o “Pensamento sem imagem”.
    No primeiro postulado apresenta a famosa “boa vontade do pensador e boa natureza do pensamento”, no segundo postulado “o bom senso e o senso comum”, no terceiro a modelo e a recognição, no quarto o elemento e a representação (sabemos que este é o momento chave) e, atingindo um momento fulcral, o quinto é sobre “o NEGATIVO e o ERRO” (para teres o resumo basta ires à ultima pagina deste capitulo ;), não irei por isso dizer muito mais sobre lógica/proposição, modos/soluções e fins (aprender/saber, método/cultura) dos 3 outros postulados ;)

    Deleuze apresenta a “imagem dogmática do pensamento” como remetendo para o ERRO(sempre de causa EXTERNA)qualquer mau funcionamento da razão. Em contraponto com esta imagem (consequente com um pensamento de “natureza recta”), Deleuze argumenta que o “problema” não se é o erro, mas a “Besteira” (INTERNA ao pensamento). Não se trata de um NEGATIVO ao pensamento mas do próprio pensamento.
    Como podes começar a suspeitar, este é um momento em que teremos de adoptar… Derrida ou Deleuze ;-)

    b) Derrida ataca uma outra ocasião em que Deleuze utiliza o termo desta vez em relação à Psicanálise: no segundo capitulo de Mil Platos, sobre o Homem dos Lobos (repara que digo “UMA outra ocasião” e não “A outra”… “besteira” é um CONCEITO, não uma expressão “de passagem”). A questão é a interpretação de Freud aos Lobos e, com ela, a do Negativo e do Fantasma ;-)

    O desafio é de “vida ou de morte” entre os dois autores maiores da filosofia do século XX… deixo o debate para mais tarde ;-) (estou em processo de digestão  isto é muito complicado  são jogadas muito elaboradas….

    (a tua leitura pareceu-me “pouco informada” ;) pelo que espero ajudar indicando-te as seguintes fontes:

    Derrida faz a sua leitura de Deleuze a partir de Schelling/Heidegger (http://www.earlham.edu/~guvenfe/thesis1995.pdf). Diria que está “ao lado” (muito interessante este “ao lado”…). Recomendo-te o último subcapítulo do capítulo 3 do Nietzsche e a Filosofia: “a imagem do pensamento” ;-) onde podes encontrar um resumo em 3 pontos dos 8 postulados…infelizmente a tradução tanto utiliza “asneira” como “pensamento imbecil”, “imbecilidade”, “estupidez” para “betise, mas ela lá está, penso que de forma mais clara, mostrado as diferenças entre Schelling e Nietzsche – estranho que Derrida não refira…(imagem do pensamento é também um capitulo central de Proust e do Foucault, tratando-se da Betise… para adiantar, tens d relacionar com o Re-activo (a reacção que não é agida)… parece-me que Niezsche constrói o mal de uma forma diferente de Schelling, e Deleuze de Heidegger (como se fosse preciso lembra-lo ;) …para Deleuze também se recomenda as cartas sobre o Mal de Espinosa, que tu bem conheces.

    Sobre todas as (porfundiSSIMAS implicações da questão da Besteira no pensamento de Derrida, recomendo HIPERVIVAMENTE – vais ver que me vais agradecer imenso  considera esta sugestão em particular o meu presente de Natal  o pequeno livro “O Bem Supremo – mal de soberania- A Besta e o Soberano” – conferencia dada por Derrida em Coimbra, em 2003 – 50 paginas, bilingue (tens q ler em francês…)
    Dos textos mais profundos que alguma vez li… assim como sobre os Lobos… digamos que vamos do principio ao fim a “pas de loup” (sendo “pas” os passos e o negativo ;-) e a “pas de colombe”… o “homem é um lobo para os outros homens”… a “politica entre os animais”… acho que chega para te deixar a água na boca perante esta “questão” 

    Como isto já vai longo, e não te quero assustar, deixo-te apenas mais duas sugestões “deux leçons sobre l’homme et les animaux” do Simondon (70 pag) e o “O que é o fundamento” do Heidegger ;)

    Lendo o Derrida, verás como os Lobos como figura “central” no debate sobre a soberania e a liberdade (causa sui)… muito interessante… mesmo… e já agora, sabias que Loup é também aquela mascarilha preta de veludo q s usava nos bailes de mascaras, permitindo o q Derrida chama “efeito de viseira”? Essa eu não sabia de todo 
    Sempre a aprender ;)

    Bjo
    p.s a tua citação de Deleuze sobre os animais não tem nada a ver… é sobre o Esquema em Kant… a regra de produção, é o conceito “animal” (como o de “mesa”) que é um dinamismo espacio-temporal… ;)certo? (quarta aula sobre Kant – regra de produção (esquema) ameaçado pelo simbolo, como a regra de recognição (sintese “propriamente falando”)é ameaçada pelo sublime…

  6. (não me deixa submeter… diz que já fiz um igual… só se fiz submit sem querer, este é o “final”

    Olá :)

    Estou há quase um mês para te “responder”. Outro mês se iria passar se mantivesse a intenção de ser estruturado e “exaustivo”.

    Como isso poderá demorar tempo demais (se alguma vez vir a acontecer), achei que devia partilhar as minhas leituras em redor do tema, para te apoiar também nas tuas “investigações” :-)
    Deixo por isso apenas apontamentos das linhas problemáticas que me parecem centrais (e q d alguma forma não reflectes no teu resumo).
    Temos de nos encontrar para que possa tirar fotocópias da conferência (assim como de outros textos lá incluídos que me parecem preciosos ;)

    Comecemos então de forma telegráfica (e de memória, pelo que peço desculpa por lapsos ;)
    1) Derrida lê 2 textos de Deleuze (e não 1 ;). Eles são momentos CRITICOS da obra de Deleuze (e não “periféricos”. Se a critica de Derrida for acertada, então todo o projecto de Deleuze está posto em questão. Se encontrarmos uma resposta, é o projecto de Derrida que está em cheque…
    a) O primeiro alvo é o coração de “Diferença e repetição”, capitulo “A imagem do pensamento” (sabes a sua centralidade ;).
    Situando, depois de no primeiro capitulo tratar a Diferença em Si mesmo e no segundo a Repetição para Si, Deleuze apresenta a “Imagem do pensamento”, onde, em 8 postulados procurará apresentar como alternativa à “Imagem dogmática do pensamento” o “Pensamento sem imagem”.
    No primeiro postulado apresenta a famosa “boa vontade do pensador e boa natureza do pensamento”, no segundo postulado “o bom senso e o senso comum”, no terceiro a modelo e a recognição, no quarto o elemento e a representação (sabemos que este é o momento chave) e, atingindo um momento fulcral, o quinto é sobre “o NEGATIVO e o ERRO” (para teres o resumo basta ires à ultima pagina deste capitulo ;), não irei por isso dizer muito mais sobre lógica/proposição, modos/soluções e fins (aprender/saber, método/cultura) dos 3 outros postulados ;)

    Deleuze apresenta a “imagem dogmática do pensamento” como remetendo para o ERRO(sempre de causa EXTERNA)qualquer mau funcionamento da razão. Em contraponto com esta imagem (consequente com um pensamento de “natureza recta”), Deleuze argumenta que o “problema” não se é o erro, mas a “Besteira” (INTERNA ao pensamento). Não se trata de um NEGATIVO ao pensamento mas do próprio pensamento.
    Como podes começar a suspeitar, este é um momento em que teremos de adoptar… Derrida ou Deleuze ;-)

    b) Derrida ataca uma outra ocasião em que Deleuze utiliza o termo desta vez em relação à Psicanálise: no segundo capitulo de Mil Platos, sobre o Homem dos Lobos (repara que digo “UMA outra ocasião” e não “A outra”… “besteira” é um CONCEITO, não uma expressão “de passagem”). A questão é a interpretação de Freud aos Lobos e, com ela, a do Negativo e do Fantasma ;-)

    O desafio é de “vida ou de morte” entre os dois autores maiores da filosofia do século XX… deixo o debate para mais tarde ;-) (estou em processo de digestão  isto é muito complicado  são jogadas muito elaboradas….

    (a tua leitura pareceu-me “pouco informada” ;) pelo que espero ajudar indicando-te as seguintes fontes:

    Derrida faz a sua leitura de Deleuze a partir de Schelling/Heidegger (http://www.earlham.edu/~guvenfe/thesis1995.pdf). Diria que está “ao lado” (muito interessante este “ao lado”…). Recomendo-te o último subcapítulo do capítulo 3 do Nietzsche e a Filosofia: “a imagem do pensamento” ;-) onde podes encontrar um resumo em 3 pontos dos 8 postulados…infelizmente a tradução tanto utiliza “asneira” como “pensamento imbecil”, “imbecilidade”, “estupidez” para “betise, mas ela lá está, penso que de forma mais clara, mostrado as diferenças entre Schelling e Nietzsche – estranho que Derrida não refira…(imagem do pensamento é também um capitulo central de Proust e do Foucault, tratando-se da Betise… para adiantar, tens d relacionar com o Re-activo (a reacção que não é agida)… parece-me que Niezsche constrói o mal de uma forma diferente de Schelling, e Deleuze de Heidegger (como se fosse preciso lembra-lo ;) …para Deleuze também se recomenda as cartas sobre o Mal de Espinosa, que tu bem conheces.

    Sobre todas as (porfundiSSIMAS implicações da questão da Besteira no pensamento de Derrida, recomendo HIPERVIVAMENTE – vais ver que me vais agradecer imenso  considera esta sugestão em particular o meu presente de Natal  o pequeno livro “O Bem Supremo – mal de soberania- A Besta e o Soberano” – conferencia dada por Derrida em Coimbra, em 2003 – 50 paginas, bilingue (tens q ler em francês…)
    Dos textos mais profundos que alguma vez li… assim como sobre os Lobos… digamos que vamos do principio ao fim a “pas de loup” (sendo “pas” os passos e o negativo ;-) e a “pas de colombe”… o “homem é um lobo para os outros homens”… a “politica entre os animais”… acho que chega para te deixar a água na boca perante esta “questão” 

    Como isto já vai longo, e não te quero assustar, deixo-te apenas mais duas sugestões “deux leçons sobre l’homme et les animaux” do Simondon (70 pag) e o “O que é o fundamento” do Heidegger ;)

    Lendo o Derrida, verás como os Lobos como figura “central” no debate sobre a soberania e a liberdade (causa sui)… muito interessante… mesmo… e já agora, sabias que Loup é também aquela mascarilha preta de veludo q s usava nos bailes de mascaras, permitindo o q Derrida chama “efeito de viseira”? Essa eu não sabia de todo 
    Sempre a aprender ;)

    Bjo
    p.s a tua citação de Deleuze sobre os animais não tem nada a ver… é sobre o Esquema em Kant… a regra de produção, é o conceito “animal” (como o de “mesa”) que é um dinamismo espacio-temporal… ;)certo? (quarta aula sobre Kant – regra de produção (esquema) ameaçado pelo simbolo, como a regra de recognição (sintese “propriamente falando”)é ameaçada pelo sublime…

  7. Acho que também vou demorar um mês a responder-te.

    Estou à espera que chegue a encomenda da Amazon.co.uk e da Blackwell (viva o mercado editorial inglês, viva!) ;-)

    Mas obrigada, aprendo sempre contigo.

  8. :-) é verdade ;) no capitulo IV do Nietzsche, logo no inicio, encontrarás igualmente uma nota de rodapé intitulada “Freud e Nietzsche” ;) precioso para nos situarmos :-) (será que Derrida a leu?…)

  9. Que edição é essa da “Besta e do Soberano”? A francesa tem mais de 400 páginas e, da bilingue, não encontro referência…

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