Preparo a imersão na noite

«La nuit est femme»

–  “Les Amants” (1958), de Louis Malle.

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«In umbra voluptati lusi» [“Na sombra, gozos voluptuosos”]

– Petrónio.

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«Na prata e no cobre, apreciamos a patine; eles [ocidentais], acham-na suja e anti-higiénica, e não ficam satisfeitos enquanto o metal não brilhar, à força de tanto o polirem. (…) Qual poderá ser a origem de uma diferença de gostos tão radical? (…) Possamos apagar as luzes eléctricas para ver como se vive»

– Junichiro Tanizaki, “O Elogio da Sombra”.

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«Esta penumbra es lenta y no duele,
fluye por un manso declive
y se parece a la eternidad.»

– Jorge Luis Borges, “Elogio de la Sombra”.

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«A arte não é excêntrica: está no coração (…). A arte é o acto, a exactidão do acto, a exactidão do tao. (…) São sombras que é preciso opor às imagens. (…) Nenhuma noite sobe sem ti. (…) É preciso pensar sobre este ponto: a vitória do invisível não brilha (…). Tirar da noite anterior todas as coisas»

– Pascal Quignard, “As sombras errantes”, p. 23, 37-8, 58, 134.

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