Cultura a portas fechadas

Esta «observação aplica-se naturalmente a muitas obras mencionadas aqui. Nunca será demais afirmar que um livro raro, esgotado, encontrado apenas nas estantes de algumas bibliotecas, ou um artigo aparecido num número antigo de uma publicação erudita, é totalmente inacessível para a grande maioria dos leitores. Em noventa e nove por cento dos casos, o leitor desejoso de se instruir, mas com falta de tempo e de algumas técnicas familiares com que só o erudito profissional está familiarizado, mantém-se, queira ou não, tributário de obras de vulgarização escolhidas um pouco ao acaso, e as melhores das quais, quase nunca reimpressas, se tornam por sua vez dificílimas de encontrar. Aquilo a que chamamos a nossa cultura é, mais do que se julga, uma cultura a portas fechadas»

– Marguerite Yourcenar, “Memórias de Adriano“.

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