Muerte y resurrección de Keynes

Os 2 problemas fundamentais da macro-economia:

Demanda Global =

Demanda das Famílias (Consumo) +

Demanda das Empresas (Investimento) +

Demanda do Sector Público (Despesa Pública) +

Demanda dos Mercados internacionais (Exportações)

Desemprego

Política expansiva (estimular procura)

Baixar os impostos directos

Baixar as taxas de juro

Aumentar a despesa pública

Baixar as taxas de câmbio

Inflação

Política restritiva (conter procura)

Elevar os impostos directos

Elevar as taxas de juro

Diminuir a despesa pública

Elevar as taxas de câmbio

TEORIA DE KEYNES (1883-1946)

 

1936 – Teoria da demanda global. Inflação e desemprego são antinómicos e não podem co-existir.

1973 – Crise do petróleo. Inflação e desemprego co-existem, devido à subida dos custos da energia (petróleo) e não da demanda global (recessão económica). Substituição da teoria de Keynes pela teoria liberal da oferta de Milton Friedman (1912-2006), de ênfase micro-económica (inovação, competitividade, controlo de custos de produção, produtividade, ao nível da empresa). Friedman confessava-se, no entanto, um ex-keynesiano:

«I had completely forgotten how thoroughly Keynesian I then was. (…) I was never a Keynesian in the sense of being persuaded of the virtues of government intervention as opposed to free markets.» – Milton and Rose Friedman’s autobiography, Two Lucky People (Chicago: University of Chicago Press, 1998), p. 113.

«In one sense, we are all Keynesians now; in another, no one is a Keynesian any longer.» – entrevista, revista Time, 31 Dezembro 1965.

«We all use the Keynesian language and apparatus; none of us any longer accepts the initial Keynesian conclusions.»  – “Why Economists Disagree,” Dollars and Deficits (New York: Prentice-Hall, 1968), p. 15.

A teoria monetarista de Friedman procede, pois, de uma dissensão entre keynesianos, em que uns colocam o foco na macro-economia (regulação estatal) e outros na micro-economia (iniciativa dos empreendedores no “free market”).

2008 – Crise actual. Desemprego e deflação co-existem. Ressurreição da teoria de Keynes. Estimular a demanda global, mas com as seguintes limitações: não só cada país não possui autonomia para modificar as taxas de juro e as taxas de câmbio, como a regulação da União Europeia impõe que os países-membros disciplinem os instrumentos fiscais (impostos e défice público).

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