O nome vão que há tempo nos intruja

«ORIGEM METAFÍSICA DO PADRE MATTOS

(Intuicionado depois da leitura dum artigo de [A] «Palavra»)
O nome vão que há tempo nos intruja,
O sujo Deus da humanidade suja,
Esse hiperindivíduo ora estagnado
Para além do céu plácido e estrelado
Ora biblicamente doido e vário,
Fazendo tudo mal e ao contrário…
Pois bem, essa figura de destaque
Um dia (triste dia!) deu um traque.
… E o triste efeito dos divinos flatos
Caindo em terra onde mijavam gatos,
Brotou dali espontaneamente o padre Mattos.»

– Joaquim Moura Costa (Fernando Pessoa), poesia para “O Phosphoro”, 26-10-1909

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