Cooperativas


“Shift Change – Putting Democracy to Work” (2012)

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“JUNTOS. Cómo las cooperativas resisten mejor a la crisis” es la versión adaptada al español del documental TOGETHER. El documental, que ha sido producido por CECOP – CICOPA Europe en el marco del Año Internacional de las Cooperativas, 2012, muestra la resistencia de las cooperativas a la crisis a través de los testimonios de los trabajadores de cuatro experiencias cooperativas europeas de Francia (Fonderie de l’Aisne), Polonia (Muszynianka), Italia (Consorzio SIS) y España (Corporación MONDRAGON).
La versión española ha sido financiada por COCETA, la Confederación Española de Cooperativas de Trabajo Asociado.
Más información aquí: together-thedocumentary.coop/#!home/BlankPage_0

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“The Mondragon Experiment” (1980)
A BBC Docmentary from the 1980s about the origins and growth of the Basque cooperative corporation founded in the town of Mondragón in 1956, including a short history of Robert Owen’s ideas and the world first cooperative in Rochdale (United Kingdom) that inspired Don José María Arizmendiarrieta.

«[José María Arizmendiarrieta] estudou a doutrina social católica e rejeitou os pontos de vista de Adam Smith e a sua teoria para capitalismo laissez-faire e rejeitou também Karl Marx o profeta da revolução e do coletivismo de Estado. A doutrina católica forneceu uma espécie de alternativa que permitia alcançar justiça social enquanto preservava a propriedade individual e a liberdade. (…)

Ele acreditava que o conhecimento era poder, a chave para uma sociedade próspera e sem classes. Os desprivilegiados devem elevar-se por seus próprios esforços. A escola foi financiada pelo povo de Mondragón: pequenas contribuições pelos pobres e maiores por uns poucos homens de negócios motivados pelo orgulho local. Dom José Maria era suspeito de planear uma revolução, as autoridades de Franco tentaram removê-lo, mas as pessoas protestaram e ele ficou. (…)

Nos seus estudos e nos seus deveres como simples diácono, ele continuou a ler muito como seus livros testemunham. Em particular, ele havia lido sobre as tentativas no século 19 para criar cooperativas de trabalhadores de acordo com as ideias de Robert Owen. Owen foi um industrial que subiu na vida por conta própria que queria reformar os males da revolução industrial e criar uma nova sociedade. Na sua fábrica de algodão em New Lanark, ele promoveu a eficiência industrial e o bem-estar de seus trabalhadores. Ele montou uma escola para crianças trabalhadoras, acreditando que através da educação as pessoas seriam capazes de se governar em prósperas comunidades cooperativas. Owen não chegaria a ver seu sonho realizado, mas ele inspirou muitos outros, incluindo um grupo de trabalhadores em Rochdale, Lancashire. A maioria eram sindicalistas e socialistas-cristãos. Eles se auto-intitulavam os Pioneiros de Rochdale. Em 1844, em Rochdale, eles fundaram a primeira cooperativa do mundo com sucesso. Eles alugaram uma loja num piso térreo e a encheram com alimentos básicos. Eles também vendiam velas, chá e combustível. Aos membros da cooperativa vendiam mercadorias de boa qualidade a preços favoráveis. Eles também registavam as compras de cada membro e periodicamente distribuíam os lucros como dividendos, em proporção com o que cada um tinha comprado. Esta Cooperativa de Consumo prosperou tanto que os pioneiros foram capazes de alugar os pisos superiores e utilizá-los para uma biblioteca e palestras educativas. (…) Mas os princípios para a organização de cooperativas, pensadas pelos Pioneiros, tem sobrevivido. Eles incluem:
– Adesão aberta;
– Controlo democrático;
– Um homem, um voto;
– Pagamento de juros limitados sobre o capital;
– Promoção da educação.

Estudos de Economistas estrangeiros tem demonstrado que a produtividade do trabalhador na MONDRAGON é o mais elevado de Espanha, maior do que nas empresas convencionais. (…) Mas é esta maior eficiência resultado da estrutura cooperativa? Os estudos mostram que sim. Nas cooperativas MONDRAGON, existe um nível invulgar de consenso entre, por um lado, os directores, por outro lado, os trabalhadores. E curiosamente os trabalhadores vêem os directores como alguém que está a lutar pelos seus melhores interesses e não, por exemplo, os sindicatos, como seria de esperar numa empresa convencional. E os Directores vêem o seu melhor interesse servido pelos trabalhadores e isso produz um consenso invulgar. E esse consenso é reforçado pelo facto de ambos, os gestores e os trabalhadores, viverem todos perto das instalações da Cooperativa. E eles não sentem qualquer tipo de diferenças sociais, ou grandes diferenças sociais, entre eles e os Directores. Devido a este consenso, não é necessário a Direcção colocar informadores para supervisionar estes trabalhadores altamente motivados. Na realidade, eles supervisionam o trabalho uns dos outros, de maneira que a Cooperativa corta custos com supervisores e tem um ganho importante em eficiência. O facto de 90% dos lucros ficarem retidos na empresa, bem como o capital colectivo ou individual, dá também à Cooperativa uma vantagem competitiva sobre as empresas convencionais. (…)

As cooperativas aprenderam uma lição. A lição foi que, chegando a um determinado tamanho, por mais inteligente e sofisticada que seja a estrutura organizacional, a comunicação da Cooperativa vai falhar e as disputas serão passíveis de ocorrer. Por isso, a partir de então, foi decidido que, salvo em circunstâncias excepcionais, não seria permitido a nenhuma Cooperativa exceder as 500 pessoas e, se houvesse o perigo de isso acontecer, então todos os esforços seriam feitos para dividir a empresa em unidades independentes. (…)

Dom José Maria faleceu em 1976, ele permaneceu um simples cura por toda a sua vida. Nos seus últimos anos, ele passou a viver na torre à beira do Campus. A partir daqui, ele podia ver os resultados concretos das suas visões: a Escola Técnica, os laboratórios de pesquisa, o Serviço de Segurança Social, o Banco. Ele tinha provado que os problemas colocados pela revolução industrial no século 18 poderiam ser resolvidos no século 20, aplicando os ideais do Robert Owen e dos Pioneiros de Rochdale. E provou-o com a ajuda de pessoas trabalhadoras comuns que se auto-educaram para as tarefas, fornecendo a sua própria liderança e capital para realizá-lo. Como trabalhadores e proprietários, eles são os senhores do seu destino económico, não dependendo de acionistas externos ou do Estado. Eles aboliram a distinção entre capital e trabalho

Fonte

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