Breve história de ninguém

«Diz o senhor Nabokov que a literatura não nasceu quando uma criança de um vale do Neandertal chegou a gritar: Um lobo! Um lobo!, e atrás dela, as quatro patas no ar, um lobo cinzento brandia a sua língua estralejante.
Diz, melhor, que a literatura nasceu quando uma criança de um vale do Neandertal chegou a gritar: Um lobo! Um lobo!, e atrás dela não vinha ninguém.
Desde então, ninguém é um personagem eterno, um fantasma nos vales do poema.»

Juan Manuel Roca

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