Path to misfortune

«Jedes Tier, somit auch la bête philosophe, strebt instinktiv nach einem Optimum von günstigen Bedingungen, unter denen es seine Kraft ganz herauslassen kann und sein Maximum im Machtgefühl erreicht; jedes Tier perhorresziert ebenso instinktiv und mit einer Feinheit der Witterung, die “höher ist als alle Vernunft”, alle Art Störenfriede und Hindernisse, die sich ihm über diesen Weg zum Optimum legen oder legen könnten (– es ist nicht sein Weg zum “Glück”, von dem ich rede, sondern sein Weg zur Macht, zur Tat, zum mächtigsten Tun, und in den meisten Fällen tatsächlich sein Weg zum Unglück).»

[Every animal, therefore la bête philosophe, too, instinctively strives for an optimum of favorable conditions under which all its force can be liberated and its maximal sensation of potency reached; every animal abhors, just as instinctively and with a fine weather that is “higher than all reason”, every sort of interference and hindrance that obstructs or could obstruct this path to the optimum (it is not of its path to “good fortune” that I am speaking, but its path to potency, to act, to the most potent action, and in most cases actually its path to misfortune.]

– Nietzsche, Zur Genealogie der Moral, III, §7.

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Sem título

Conseguir que a alegria do cerne não se debilite, é tudo.
E que os olhos não esperem em nada do que há à volta.
Salutar, a mão cheia dos tremores da terra
para com eles intuir uma relojoaria de si mesmo:
dar corda às rodas
para desfazerem a música habitual
e o cérebro monótono
num tempo incerto e inaudito
em que possam existir murmurando
as pequenas provocações.
Tudo o que te diria se não estivesses
aí contigo mesmo. Sai para mim,
trazendo o corpo luminoso
no capote da tua ausência.
Duas letras que se conjugam um instante
são algures estrelas separadas
por milhões de anos,
e os anões são a candeia dos gigantes.
E Lou, a pequena de Nietzsche.