Modos

Difícil encontrar um intelectual que não seja fútil nem snob (com o que isso tem de provinciano): “ah, a França!”.

Um intelectual é um animal – sem dúvida, uma espécie difícil de animal.

Difícil também encontrar um ingénuo que não roce a boçalidade da anedota.

Um outro tipo de besta.

Esta completa ausência de moderação!…

Difícil encontrar modos que não se confundam com modas.

Modos moderadamente vivos, moderadamente mortos, com necessária (e não fingida) modéstia. Antes a genuína imodéstia à falsa modéstia.

A modéstia de se encontrar a meio de tudo. Traçar a mediana.

A modéstia de ser um meio mais do que um ente.

Meio de transporte, meio para atingir um fim.

Meio isto, meio aquilo.

Meio cheio, meio vazio.

E passar por entre, pelo meio, das escarpas (isto é, das formas) que se entrechocam, nesta permanente guerra de pulverização dos cristais.

Pôr a moda ao serviço do modo.

Moda de modificar, de moderar.

“In media res”.

“In media vita”.

“Aurea mediocritas”.

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