Estudo de géneros

Por que é que não tenho pachorra para o discurso feminista, e para o machista ainda menos (dado que predomina)?

  • A guerra dos sexos é uma técnica de engate do género “quem despreza quer comprar” já gasta e aborrecida.
  • Nacionalismos de género padecem do mesmo que os outros tipos de nacionalismo.
  • Só homens ou só mulheres são dois ambientes igualmente insuportáveis: uns pela vã rudeza (do tipo galo), outras pelo sentimentalismo barato (do tipo galinha).
  • O que essencialmente define o feminismo e o machismo é o desequilíbrio (sobretudo, mental). Que esta dicotomia se desdobre em sub-géneros no interior de cada género e oponha homens efeminados (homossexuais) aos machões (hetero) e mulheres-homem (lésbicas) às delico-doces (hetero), não melhora em nada a questão. Tudo extremamente aborrecedor.
  • O único problema de género que me interessa é que o género é um problema. Abomino gente que se define pelo género. Sim, abomino essa gentalha que se identifica completamente com 1 dos seus 23 cromossomas, em detrimento dos outros 22. Seja de que género for! Não que fosse melhor identificar-se com qualquer outra porção de cromossomas ou mesmo com os 23 em geral… O problema mesmo é o identificarem-se, como se identificam os mortos.
  • O género não é a génese. O género é geração. A génese é génio. Quando homem ou mulher esfregam sai tudo menos génio da lâmpada. C’est gênant…
  • Que o Génio seja o Anti-Género! Que a autêntica genitalidade do pensamento aborte o pensamento generalista!
  • Trans-género? Chiça! Montar um novo género monstruoso com bocados de outros géneros? O que é que não perceberam? O problema são os géneros! Conceber algo de novo que não seja um! Não se trata de matar ninguém (a quantidade de células que se liquidam com operações plásticas…). Mas de sair do modo genérico, sair dos genes tais como são entendidos pela ciências generalizantes. Conceber! – não reproduzir.
  • Um homem ou uma mulher, em frente às generalidades e generalizações que se dizem na TV, assistem (no duplo sentido da palavra assistir, de ver e auxiliar) ao género “morte”. Morte – não é o que existe de mais geral?
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