Fiat lux

Pode parecer tolice, mas, antes de se escolher um aliado, há que atentar na etimologia do seu nome, porque há uma grande probabilidade de este definir um carácter.

É que, às tantas, vi-me entre um Nabo e uma Ursa (literalmente, portanto), e sem ensejo de continuar em frente, nem com um, nem com outra. Entre a parede e a espada.

O Nabo, dado à inércia, permanece enterrado no solo, inchando por osmose, como um vegetal que apenas vegeta.

A Ursa, com a compulsão própria deste tipo de besta, consciente da sua força bruta, manda abaixo (razão pela qual, no trading, se chamam “ursos” aos mercados em queda com investidores pessimistas) todo aquele que constituir uma ameaça ao seu ambiente. Ataque ad hominem. Não deixem ursos ensinar ética às criancinhas.

Quando já me estava a mentalizar para fazer outra coisa na vida – muita da minha alegria existencial advém de eu me adaptar depressa aos acontecimentos, sejam eles quais forem -, uma luzinha branca ao fundo do túnel. Ah, um projecto salvo (pelo menos, temporariamente) pelo Branco dessa luz. Fiat lux!

(E é tão engraçado que este texto se possa ler de múltiplas maneiras: como uma vida em particular ou como a vida do Cosmos… não que eu o represente, é o falar de improviso, sem programa, que assegura esta polivalência pós-eu).

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