Ligo


Ligo is a Latvian festival held to celebrate the summer solstice (Midsummer), the shortest night and longest day of the year. The day of Līgo ([liːɡu͡o]) and the following day of Jāņi are official public holidays and people usually spend them in the countryside. The festival’s eve, Jāņu vakars ([jaːɲu vakars]), is held in the evening and goes on all through the night, Jāņu nakts ([jaːɲu nakts]), when people Līgo (“sway”) till the following day.

Tumsas māte, miglas māte līgo, līgo,
Aiz ezera velējāsi līgo.
Dun bauzīte, čukst vālīte līgo, līgo,
Ievelk mani niedrājāi līgo.
Viegli gāju pār ūdeni līgo, līgo,
Kā spārnota gaigaliņa līgo.
Zelta niedri zinādama līgo, līgo,
Viņā krasta galiņāi līgo.
Nu atbridu, nu atradu līgo, līgo,
Zeltniedrīti nolūzušu līgo.
Jaunu meitu vainadziņi līgo, līgo,
Dučiem vīta krastmalāi līgo.
Tumsas māte, miglas māte līgo, līgo,
Pacel savu villainīti, līgo.
Lai redzēja mīļā Māra līgo, līgo,
Kā niedrīti dziedināti, līgo.

Dentes de burro

Ao fim e ao cabo, o que desde logo afastou Franz Kafka de Felice Bauer foram os dentes:

«… at first I was forced to cast down my eyes before F.’s [Felice’s] teeth, so shocked was I by their glaring gold (really an infernal glare at this improper place), and their grayish-yellow porcelain.» – Franz Kafka, carta para Grete Bloch, 16/05/1914.

Porque um cavalo, burro ou mula, como atestam velhos provérbios de feira (“A cavalo dado, não se olha os dentes”), conhecem-se pelos dentes; observando-os, se afere a ordem do espírito que os tem conduzido ao longo da vida.

A página mal escrita, como pessoa própria

«Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto, não quem escreve mal português, não quem não sabe sintaxe, não quem escreve em ortografia simplificada, mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em que se bata, a ortografia sem ípsilon, como o escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse. Sim, porque a ortografia também é gente.»

– Bernardo Soares, Livro do Desassossego.

‘Im Weibe das Weib’

«Des Mannes ist hier wenig: darum vermännlichen sich ihre Weiber. Denn nur wer Mannes genug ist, wird im* Weibe das* Weib – erlösen.»

[Do homem está aqui pouco: portanto, masculinizam-se as suas mulheres. Pois, só quem homem bastante for, poderá na mulher a mulher libertar.]

[Of man there is little here: therefore, their women masculinize themselves.
For only one who is man enough, will in woman the woman liberate.]

– Nietzsche, Also sprach Zarathustra, III, 49, 3, in KSW.

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* Please note that “Weib” in German is neuter, not feminine, therefore, it is used with “das” and “im” (in dem), the dative case for “das”.