Dentes de burro

Ao fim e ao cabo, o que desde logo afastou Franz Kafka de Felice Bauer foram os dentes:

«… at first I was forced to cast down my eyes before F.’s [Felice’s] teeth, so shocked was I by their glaring gold (really an infernal glare at this improper place), and their grayish-yellow porcelain.» – Franz Kafka, carta para Grete Bloch, 16/05/1914.

Porque um cavalo, burro ou mula, como atestam velhos provérbios de feira (“A cavalo dado, não se olha os dentes”), conhecem-se pelos dentes; observando-os, se afere a ordem do espírito que os tem conduzido ao longo da vida.

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