Dos burocratas

Depois de passar, a pente fino, as candidaturas a uma notória Bolsa de Filosofia, percebo por que é que os Analíticos dominam a nível institucional: são burocratas superiores (chatíssimos, porém). As ideias e a qualidade expressiva deles, na amostra em apreço, têm a espessura de uma folha de papel, mas há que reconhecer que são especialmente dotados em listar e referenciar nulidades. Qualquer ninharia é um fenómeno de marketing – e quando isso encontra o olho certo (o anal, claro) num painel de avaliação, não é um evento, é uma epifania. Gente que tem orgasmos com zeros ou uns (sublinho o ‘ou’).

E não se trata de rechaçar a análise, que, na verdade, é um método que, caso eles o soubessem praticar, admitiriam que não dispensa a síntese (isto é, os por eles chamados de “Continentais”). Só respeito analistas que tenham lido (e minimamente percebido) Leibniz – o resto são anedotas. Desconhecem até que, antes do primeiro Analítico, Charles Babbage (fundador da Analytical Society) e leibniziano), ter criado a “Máquina Analítica” (o computador), ele criou – oiçam bem – a “Máquina da Diferença” (aliás, existem duas)!

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