Trabalhos sem atalho

Ainda este ano vai a meio e estou já tão cansada dele. Para Gregos e Romanos, o número do azar é o 17.

Sinto-me a passar pelos trabalhos de Hércules, com a ligeira diferença de eu não ser Hércules.

Mal diviso o fim de uma encrenca, logo outro intrincado problema me surge para resolver, numa circularidade sem término.

Sem falar das sucessivas decepções e fricções com os génios (os “djinns”) das pessoas. Quão pouca saliva me sobeja para dar lustro ao ego metálico de algumas – totalmente desnecessário, visto que ele incandesce por si só, e não pouco, como que a condizer com a última moda de calçado abrilhantado – efeito inversamente proporcional ao meu menosprezo.

Cada vez mais compreendo a abastança de Diógenes dormindo em seu tonel…

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