A ciência-religião


Martin Heidegger, entrevistado pelo monge budista tailandês Bhikkhu Maha Mani, TV SWR, 1963.

1ª Parte
[2:50]
«… um novo modo de pensar é necessário. É especialmente necessário, porque a questão não pode ser interrogada pela religião. Também é necessário indagar esta questão, porque a relação do Ocidente com o mundo já não é transparente, mas confusa, em parte por causa das divisões das crenças, da igreja, da filosofia, da ciência e do estranho facto de que agora, no mundo moderno, a ciência é considerada como se fosse algum tipo de religião.»

[7:00]
«Foi na Filosofia Moderna que pela primeira vez foi estabelecido o princípio de que só o que se pode claramente, ou seja, matematicamente, saber, é real. Há uma frase muito famosa do físico Max Planck, que diz: “Real é só o que se pode medir”. Este pensamento de que a realidade só é acessível ao ser humano se for mensurável, no sentido da física matemática, domina toda a tecnologia. E, na medida em que isso foi pensado inicialmente por Descartes, o fundador da Filosofia Moderna, a relação entre esta e a tecnologia moderna torna-se bastante evidente».

2ª Parte
[3:58]
«Se alguém vos fala em sub-desenvolvimento, alguém tem de questionar para que fim o desenvolvimento foi pensado. Segundo o moderno entendimento europeu e americano, o desenvolvimento é, em primeiro lugar, uma questão tecnológica.
A partir desta lógica, eu diria que o seu país [Tailândia], por causa de suas tradições antigas e contínuas, está altamente desenvolvido, enquanto que, os norte-americanos, com todas as suas tecnologias e bombas atómicas, são sub-desenvolvidos.»

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‘In the blue sky, you are creating clouds’


Michio Kushi (1926-2014), “Freedom from delusions“, June 16, 1984, Mid-Atlantic Macrobiotic Summer Camp, Poconos, Pennsylvania.

[3:07]

7 – One non-phenomenal absolute infinity (deep meditation, connection)

6 – Bipolarity, two antagonistic complemental relative tendencies, law of Yin-Yang (Spirit, insight)

5 – Energy, spirallic motion, sensorial and thought vibrations, magnetism, cosmic rays

4 – Pre-atomic particles with electric charges (electron, proton, neutron, etc.)

3 – Elemental Nature/Physis or inorganic world, composed by soil, air, water, or C, H, O, Earth, all celestial bodies, etc. (Matter)

2 – Plants (1st level of organic world or biological life)

1 – Animals (including Man)

[24:30 – 28:30] Thought vibrations experiment

Cinéma + Psychanalyse = Science du fantôme


“Ghost Dance” (1983) by Ken McMullen

[2:00] «Je crois que cinéma plus psychanalyse égale science du fantôme.»

[3:50] «Je crois que aujourd’hui tous les développements de la technologie et de la télécommunication, au lieu de restreindre l’espace des fantômes (…), je crois, au contraire, que l’avenir est aux fantômes et que la technologie moderne de l’image, de la cinématographie, de la télécommunication, décuple le pouvoir des fantômes et le retour des fantômes.»

To make a point out of disappointment

«Peço que não faça como a gente vulgar, que é sempre reles (…)»

Fernando Pessoa, carta a Ophélia Queiroz, 29 Nov. 1920.

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«Wo ist noch ein M[ensch] den man verehren* könnte! Aber ich kenne Euch Alle durch und durch.»

[Where there is still a human being that one can honour? But I know you all through and through!]

– Friedrich Nietzsche, fragment of a letter to Lou von Salomé and Paul Rée, Rapallo, around December 20, 1882.

* VEREHREN – German “ver” (prefix which denotes “increase”) + “Ehre” (honour).

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«Death in life. There are people who are dead in life. And that’s the only death, that’s the real death. Not this death when you depart (…), but being dead when you’re alive, that’s real death, I think. (…) The most important thing about it is: he cannot adapt to this world and he should not adapt to it, since it is a bad world. There are two ways of looking at that: either you destroy this world – lock, stock and barrel – or you adjust to it in a way that you are detached from it. (…) I’ve always been interested in the occult, because I’ve never been able to accept this world. I know that there is another world behind it, that is the real world.»

Henry Miller, “The Henry Miller Odyssey” (1969).