How noise leads to extinction (and not just of whales)

“Sonic Sea” (2016), documentary by Daniel Hinerfeld and Michelle Dougherty

«Something was causing all these whales to wanna abandon the deep water and get the hell out of there. It was kind of devastating. Animals that I had grown to know over a 10 year period were now dead. They were trying to get away. I was driven to find out why.»

«Song is life. It is the essence of who we are and joins us all. The problem is: in the Ocean, we are injecting enormous amounts of noise. So much so that we are basically acoustically bleaching the Ocean. All the singing voices of the planet are lost in that cloud of noise.»

«Water is a brilliant medium for sound. In the early 1990s, a group of scientists put a noise-making device down in the Southern Indian Ocean. They wanted to see just how far sound would travel. The sound that they produced carried into the Atlantic Ocean and the Pacific Ocean. It carried as far as those researchers were listening. Their furthest hydrophone or underwater microphone was positioned off of Washington State. Which means that the sound travelled some 17,000 kilometers and was still audible.»

«And the whales see the Ocean through sound. So their mind’s eye is their mind’s ear.»


[Not just whales, not just whales… but whoever is alive and awake.]

Uma canção que não pára

O oitavo sorriso

Como toda a gente sabe,
há várias raças de sorriso:

– O sorriso do abutre
que espera, paciente;

– O sorriso do camelo
que marcha lentamente;

– O sorriso da hiena,
mais riso que sorriso,
tão riso sem sorriso,
que faz pena;

– Há o sorriso do gato,
de expressão tão indiferente,
que parece rir da gente;

– E há o sorriso do cão,
que é só um lamber de mão;

– E há o sorriso da raposa,
que não diz sim nem diz não,
e ninguém sabe onde pousa;

– E o sorriso do costume,
que é sorriso ou é queixume;

– Há ainda o teu sorriso,
que com nada se parece,
que é um espelho puro e liso
de uma alma que se oferece,
que é como a água do mar
numa noite de luar,
que é uma estrela cintilante,
que é chamamento distante,
que é despertar de papoila,
que é cantar de seara,
que é um refrão melodioso
de uma canção que não pára,
que é carícia de vento,
que é nostálgico lamento,
que é grito de alegria,
que é dor de natureza,
que é um olhar de criança,
que é o desespero da esperança,
que é toda a minha riqueza,
que é toda a minha tristeza…

– Perspectiva, álbum “Rei Posto, Rei Morto” (1977). Letra: José Beiramar. Direcção de orquestra: Tó Pinheiro da Silva.


«I’m just sick of ego, ego, ego. My own and everybody else’s. I’m sick of everybody that wants to get somewhere, do something distinguished and all, be somebody interesting. It’s disgusting – it is, it is.»

– J. D. Salinger, “Franny”, 3.38.